Vietnã: resistência e renovação de uma Nação

Eles já venceram algumas das maiores potências do mundo: França, China, Japão e Estados Unidos. E conseguiram unificar o país sob o regime comunista após a Guerra do Vietnã, em 1975, quando quase foram devastados. Podemos dizer que são notáveis, inclusive porque hoje estão crescendo a índices considerados muito bons: 7,4 % em 2018.

Hoje, o Vietnã é um país amigo de todos os inimigos do passado, tanto da guerra da Indochina quanto do Vietnã, e trabalha para levar o desenvolvimento para a sua população.

Foto de combate na Guerra do Vietnã, em 1965. Domínio Público.

Eles fizeram reformas econômicas, criando ambiente favorável a empresários locais e estrangeiros, adotaram política de crédito com taxas favoráveis para os pequenos comerciantes, como camponeses, jovens e mulheres. Além disso, fazem um controle rígido da corrupção e facilitam os investimentos da iniciativa privada. O resultado? Nos últimos 30 anos, o Vietnã atingiu crescimento médio de 5,7%. O PIB (Produto Interno Bruto) vietnamita vem ao aumentando, passou de 6,5%, em 2017, para 7,4% em 2018. A inflação permanece abaixo dos 4% e a produtividade aumenta.

Camponês durante o trabalho no Vietnã.

O Vietnã ainda não chegou ao fim de sua guerra pessoal. Tem desafios pela frente. Como quase todas as nações do mundo, enfrenta a corrupção, o desperdício de dinheiro público e de utilização de bens. Mas está enfrentando as adversidades com a mesma garra que encarou as nações inimigas no passado.

O embaixador do Vietnã posa para foto durante entrevista, na sede da representação diplomática, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

O embaixador do Vietnã, Do Ba Khoa, levará, em maio, para o seu país, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em Hanói, ela irá se encontrar com o colega vietnamita com o intuito de adotar medidas que levem a uma abertura maior dos mercados entre os dois países.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Foto: CNA.

A estratégia do governo brasileiro com os vietnamitas não é de guerra, mas de incremento no comércio entre as duas nações. No ano passado, o volume de comércio bilateral atingiu US$ 4,5 bilhões. Já são mais de 30 anos de relações diplomáticas. “Os governos criaram relações sólidas de parceria e cooperação. Esperamos que o novo governo continue assim”, disse o embaixador do Vietnã. Khoa acredita que ainda há muitos entraves comerciais que se desfeitos levarão os negócios entre os dois países a novos patamares. “Há espaço para aprofundarmos”, afirmou.

Soja brasileira sendo colhida para exportação. Foto: Agência Brasil.

Os vietnamitas compram do Brasil produtos como milho, ração animal, couro e soja. Nos vendem telefones, computadores, calçados, têxteis, produtos de aço. “O volume de comércio cresce de forma significativa graças a esforços bilaterais. Há esforços de empresários dos dois países, além de autoridades locais, que promovem a cooperação “, informa o embaixador do Vietnã no Brasil.

Do Ba Khoa, o embaixador vietnamita, em Brasília, é um diplomata experiente e profundo conhecedor da atualidade de seu país. Foto: Claudia Godoy.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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