Tereza Cristina espera voltar a vender carne para a China depois de caso de “vaca louca” suspender exportações

A ministra do MAPA (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Tereza Cristina, espera que nos próximos dias a China avalie a documentação enviada pelo Brasil sobre a situação do rebanho bovino brasileiro para voltar a vender o produto para os chineses.

Segundo a ministra, a detecção de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como a “doença da vaca louca”, detectada em Mato Grosso, é ocorrência que mostra a eficiência do serviço de inspeção brasileiro.

“Isso é uma coisa comum e mostra que o serviço de inspeção brasileiro está funcionando. No ano passado, mais de 20 países tiveram uma ocorrência como essa, atípica, não é contagiosa, não tem perigo para ninguém, é uma coisa normal. Isso mostra transparência e governança do serviço de inspeção”, disse.

Ontem (3), a emissão de certificados sanitários para a China foi suspensa temporariamente, até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações brasileiras sobre a ocorrência da doença no Brasil.

A ministra também lembrou que a OIE abriu o processo na última sexta-feira (31) e já encerrou na segunda-feira (3), sem pedidos complementares, o que mostra que não há risco sanitário e que as exportações de carne bovina podem continuar normalmente para os demais países.

“Enfim, é uma coisa absolutamente normal, estamos esperando a China nos próximos dias nos pedir para tirar a suspensão. Foi uma suspensão feita pelo Brasil”, destacou, lembrando que o Ministério da Agricultura foi elogiado pela rapidez com que entregou todas as informações pertinentes.

Tereza Cristina avalia que o fato não prejudica o comércio com o país asiático, e lembra que o a China é o único país que exige suspensão temporária quando detectado caso atípico de EEB. “Por isso vamos conversar no futuro sobre um novo protocolo”.

Na última sexta-feira, a Secretaria de Defesa confirmou a ocorrência, no Mato Grosso, de uma caso de EEB. A doença ocorreu de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro.

Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população.

Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. Ontem (3), a OIE determinou o encerramento do caso sem alteração do status sanitário brasileiro, que segue como risco insignificante para a doença.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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