Receitas 🍯do🍒Mundo🧀🌶🥔

O Pappa Col Pomodoro

O Pappa Col Pomodoro é uma receita da minha amiga Giuditta Ribeiro, uma linda brasileirinha que vive em Verona, na Itália. Ela se reúne com os amigos para cozinhar e enviou fotos de um desses deliciosos encontros.

Por: Giuditta Ribeiro

Um dos amigos da Giuditta Ribeiro, o chefe Jean François Veronese. Foto: Giuditta Ribeiro.

É um prato pobre da culinária toscana. A origem camponesa deste primeiro prato é evidenciada por seus ingredientes: pão velho caseiro, tomate, dente de alho, manjericão, azeite extra-virgem da Toscana, menta e sal.

800gr de tomate, 300gr de pão velho, 20 folhas de manjericão, 1 dente de alho, um raminho de menta, óleo, sal

Em um copo de óleo, frite três dentes de alho amassados, duas folhas de manjericão e um raminho de menta.

Foto: Giuditta Ribeiro.

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Assim que o alho começar a dourar, adicione dois tomates maduros e descascados (ou quatro ou cinco, se forem os tomates cereja de inverno que mantivemos pendurados).

Continue a dourar por alguns minutos e depois acrescente água quente e adicione o sal.

Foto: Giuditta Ribeiro.

Tampe a panela e cozinhe por cerca de vinte minutos. Em seguida, adicione o pão velho cortado em pedaços e deixe ferver em fogo baixo por uma boa meia hora.

A comida para está pronta: deixe descansar e, antes de servir, adicione uma chuva de óleo cru no prato (azeite de oliva). Adicione o queijo.

Foto: Giuditta Ribeiro.
Foto: Giuditta Ribeiro.

Eu coletei várias receitas da geléia que diferem de tudo acima na indicação de quando o pão é adicionado ao caldo.
Nesta versão, se pode colocar também um queijo em creme para que o prato fique bem sofisticado, versão gourmet.

CATAPLANA

A cataplana na mesa de Giuditta Ribeiro, em Verona, Itália. Foto: Giuditta Ribeiro.

A cataplana é uma comida que não se sabe bem a origem, mas ela é também chamada de prussiana em alguns locais o que nos faz pensar que possa ter vindo da Prússia. A referência mais antiga da cataplana é do livro “Opera dell’ arte del cucinare”, 1570, de Bartolomeo Scappi que foi cozinheiro do Papa Pio V.

A preparação tradicional do prato é numa panela em forma de tacho. Ela lembra muito a panela wok.

A Gilditta Ribeiro vive em Verona, na Itália, e me enviou outro dia as fotos de uma cataplana que preparou para mim. Como moro no Brasil, provei o prato somente com os olhos. Mas em breve irei conhecê-la na Itália e devo provar pessoalmente a comida.

Aqui vai a receita da Giuditta. É maravilhosamente simples e garante um bom jantar para os amigos com pouco trabalho. Pense também no vinho para harmonizar.

Coloca -se tudo cru e depois fecha a panela e coloca no fogo.

Primeiro coloca o azeite e seguidamente cebola. Depois outros legumes que transpirem. Em seguida colocam-se os peixes e ou mariscos. Termina-se com uma ramo de cheiros, salsa ou coentros. Outros temperos podem ser usados. Depois fecha-se e 15 ou 20 minutos depois está pronta.

Só se deve abrir a panela na presença dos convidados para que estes tenham o prazer de sentir os agradáveis odores.

Finlândia – Uma receita

A bandeira da Finlândia. Foto: divulgação.

Salada Rosolli

Salada Rosolli. Foto: União Europeia.

Ingredientes:
4 batatas cozidas;
4 cenouras cozidas;
4 beterrabas cozidas ou em conserva;
1 pepino em conserva;
1 cebola pequena, sal, pimenta branca.

Molho:
100 ml de creme de leite;
1 colher de sopa de vinagre (10%);
1 colher de sopa de açúcar;
(a água em que a beterraba foi cozida).

Primeiro cozinhe os vegetais (a cebola não!) com a casca, só até ficarem macios. Descasque os vegetais e a cebola e pique-os, com o pepino em conserva, em cubinhos de mesmo tamanho. Misture e tempere com um pouco de sal e pimenta branca.

Bata o creme de leite e tempere com açúcar e vinagre, adicionando algumas gotas da água de beterraba para dar um pouco de cor. Sirva o molho à parte (guarneça a salada com claras e gemas de ovos cozidos, picados separadamente e dispostos em faixas sobre a salada).

RússiaSalada de Arenque

A bandeira russa. Foto: divulgação.

A salada de arenque é chamada na Rússia de seliodka pod shuboi (em português, arenque sob casaco de pele).

A salada de arenque russa leva beterraba e maçãs verdes. Foto: divulgação.

Esta salada é feita em camadas, começando por uma de filés de arenque, seguida por verduras cozidas e maçãs verdes, que amo. O prato é delicioso.

A receita teria surgido em 1919, no auge dos debates revolucionários. Um chef de uma pequena estalagem teria pego um arenque (que simbolizava o proletariado), acrescentou algumas batatas (para representar o campesinato), uma beterraba vermelha (a cor do sangue e da bandeira bolchevique) e molho provençal francês. O prato foi apresentado na véspera de Ano Novo de 1919 aos clientes dele.


A salada de arenque é chamada na Rússia de seliodka pod shuboi (em português, arenque sob casaco de pele).

Ingredientes:

2 filés de arenque salgado e sem escamas;
2 beterrabas de tamanho médio;
2 batatas;
2 cenouras;
1 cebola;
3 ovos;
1 xícara e meia de maionese;
Sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo :

Ferva os ovos até que fiquem cozidos. Cozinhe as cenouras, batatas e beterrabas até se tornarem macias. Descasque as cebolas e mergulhe-as em água fervente. Após cinco minutos, passe-as na peneira e deixe-as sob água fria por um minuto. Enquanto isso, reserve os vegetais cozidos e deixe esfriar. Lave novamente as batatas e as cenouras e, em seguida, rale-as em dois recipientes diferentes. Descasque as duas beterrabas para depois ralar.

Descasque os ovos e corte-os em pedaços pequenos. Corte o arenque em pequenos cubos e adicione pimenta.

Em um prato grande, faça uma primeira camada com as batatas raladas e sal, e cubra-a com maionese. Acrescente uma camada de arenque e, depois, as cebolas, cenouras e ovos, salgando cada camada e cobrindo-as com maionese.

Repita o processo, sem o arenque, até obter pelo menos duas camadas de cada item. Cubra então com uma camada de beterraba ralada, sobre a qual se deve aplicar uma grossa cobertura de maionese. Para decorar pode-se polvilhar gema de ovo sobre o prato pronto.

Leve à geladeira por cinco horas e sirva em fatias, como um bolo.

Russos adoram tangerina no final do ano.

Tangerina. Foto: divulgação.

Sabe qual é uma das iguarias favoritas dos russos nas festas de fim de ano?  A tangerina.
A tradição parece ter sido iniciada no reinado de Nikolai II, mas foi interrompida por décadas devido à dificuldade que a União Soviética tinha em cultivar ou importar essa fruta. Ela foi retomada em torno da década de 1970 e continua sendo uma das principais iguarias da mesa do Ano Novo russo.
Claro, eles também têm muita champanhe e caviar. Foi justamente no período soviético que estes dois produtos entraram para as tradições de Ano Novo, já que se tornaram difíceis de se conseguir.
A champanhe do tipo Sovietskoie é a mais apreciada pelos russos do Kamtchatka à Crimeia. Já o caviar costuma ser do vermelho e vem servido no pão com manteiga. Tudo isso regado à política. Os russos também costumam ver um pronunciamento do presidente Putin à meia noite

Aqui vai uma receita de gelatina de tangerina sem açúcar:

Gelatina de tangerina. Foto: divulgação.

Ingredientes

  • 300 mL de suco de tangerina;
  • 1 pacote de gelatina de agar-agar;
  • 700 mL de água.

Modo de preparo

Ferver a água, dissolver a gelatina de agar-agar e incluir o suco da tangerina, mexendo sempre. Depois, basta manter na geladeira por cerca de 2 horas ou até ficar completamente firme. 

Queijo da Serra da Canastra, em Minas Gerais, Brasil. Foto: Divulgação.

Somos o resultado da mescla de vários povos. Por influência italiana, no nosso Réveillon acreditamos que comer lentilhas traz fartura. Nozes, avelãs, castanhas e tâmaras trazem fartura. Nisso acreditam os imigrantes árabes. Já o arroz simboliza riqueza e para os orientais é certeza de abundância e sorte. “Réveiller” significa em francês despertar e daí vem a palavra réveillon. No Brasil a gente se veste de branco e adota várias simpatias para atrair sorte e prosperidade.

Hoje publico duas receitas para a nossa última festa do ano. Elas são de bacalhau, um peixe cujo nome vem do latim baccalaureu. Existem registros de fábricas para processamento do bacalhau na Islândia e na Noruega no Século IX.  Os vikings são considerados os pioneiros na descoberta do gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam.

A gente costuma adotar as receitas com peixe porque eles se movimentam para a frente e isso dá sorte (!). Afinal, não custa nada tentar começar o ano com o pé direito. Veja as receitas:

Bacalhau à Cubana

Ingredientes

1 colher (café) de farinha de rôsca
1 colher de salsa picada
1 boa pitada de açafrão
500 gramas de bacalhau
200 gramas de azeite
2 dentes de alho
2 pimentões
batatas
1 cebola

Modo de Preparar

Tirar o sal do bacalhau; preparar um molho de azeite e os condimentos mencionados acima; aquecer bem e juntar os pedaços de bacalhau, cobrindo com caldo ou água; acrescentar as batatas e o açafrão; ao servir, ligar o molho com a farinha de rôsca.

Sirva com os tostones, que são bananas verdes fritas, e arroz branco. Olha a receita dos tostones:

Tostones cubanos. Foto: divulgação.

Ingredientes

  • 4 bananas da terra verdes
  • Óleo o suficente para fritar
  • sal a gosto
  • 100 grs de queijo parmesao ralado

Modo de Preparo

  1. Descascar as bananas
  2. Cortar em rodelas de 2 cm.
  3. Fritar ate ficar douradas.
  4. Esmagar com o fundo de um copo.
  5. Fritar novamente e deixar secar.
  6. Servir com sal ao gosto e polvilhe o queijo parmesao ralado a gosto

Bacalhau de Natas português

Ingredientes

  • 350 g de bacalhau dessalgado
  • 125 ml de nata
  • 125 ml leite
  • 1/2 taça de vinho branco seco
  • 2 batatas grandes cortadas em rodelas finas
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola média cortada em meia lua
  • 2 dentes de alho triturados
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 3 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo
  • 50 g de parmesão ralado de boa qualidade
  • 1 folha de louro
  • Noz moscada, pimenta-do-reino e sal a gosto

Modo de Preparo

  • Coloque água em uma panela e leve ao fogo para ferver, acrescente uma pitada de sal e coloque as batatas em rodelas para pré-cozer por 5 minutos, não deixando ficar mole
  • Em seguida, escorra e passe pela água corrente para interromper o cozimento
  • Escorra bem e leve para fritar em óleo, fritando até começar a mudar de cor (não deixar dourar, ela deve ficar macia, mas consistente)
  • Seque sob papel toalha e reserve
  • Coloque o bacalhau em uma panela, cubra com água e deixar ferver por 10 a 15 minutos
  • Escorra o bacalhau e desfie grosseiramente, reservando a água

Molho de nata:

  • Em uma panela derreta a manteiga e vá acrescentando aos poucos o trigo, mexendo bem
  • Em seguida, acrescente aos poucos a água do cozimento do bacalhau até ficar uma consistência lisa e bem cremosa
  • Adicione aos poucos o leite, o vinho e por último a nata, incorporando bem
  • Acrescente a noz moscada, pimenta-do-reino e sal a gosto, e reserve
  • Em uma panela, frite no azeite a cebola, acrescente o alho e o louro
  • Em seguida, acrescente o bacalhau e refogue por 5 minutos
  • Retire o louro e acrescente metade do molho de nata, misturando bem
  • Em um pirex de aproximadamente 20 cm, pincele com azeite e faça uma “cama” com as batatas, acrescente o bacalhau, despeje o restante do molho por cima e cubra com parmesão ralado
  • Em seguida, com o forno preaquecido a 220º C, leve o bacalhau para gratinar por aproximadamente 20 minutos

O Ano Novo está chegando…O que preparar para sentir aquele gostinho de que tudo sempre pode melhorar? Aqui vai a receita do “glögg,” um vinho quente sueco. A receita é da embaixada da Suécia. 

Na sequência, uma receita do “ponche navideño” mexicano que é curiosamente muito parecido ao sueco. Leva frutas típicas mexicanas, como o tecojote e cana de açúcar, além de vinho. O ponche mexicano navideño é muito consumido no final do ano talvez por causa das baixas temperaturas que começam em dezembro.

Glögg – o vinho quente sueco

O glögg sueco. Foto: divulgação.

Ingredientes

750ml de Vinho Tinto Seco

50ml de Conhaque

100g de Mel

2 Paus de Canela

Cardamomo a gosto

Um pouco de gengibre

Raspas de Casca de Laranja

100g de Passas

100g de Amêndoas

PREPARAÇÃO
Numa panela, misture o vinho, o conhaque, o mel e os temperos (canela, cardamomo, alho e cascas de laranja). Cozinhe a mistura, sem deixar ferver, em fogo brando por 45 minutos.

Uma vez pronto, passe por uma peneira e sirva cada porção com algumas unidades de passas e amêndoas.

O ponche navideño mexicano

O ponche navideño. Foto: divulgação.

Ingredientes

  • 2 litros de água
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 4 paus de canela
  • 2 maçãs verdes picadas
  • 1 laranja fatiada
  • 1/2 xícara de passas
  • 1 xícara de damasco damasco (damasco seco)
  • 1 litro de vinho tinto
  • 3 colheres de sopa de mel

PREPARAÇÃO

Ferva a água com canela, laranja, açúcar e mel por 10 minutos. Retire os paus de canela.

Adicione maçãs, passas, damascos secos e vinho tinto.

Aqueça por mais 10 minutos e sirva.