Ramaphosa defende os interesses do continente africano no BRICS

Durante a cúpula do BRICS em Brasília, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, destacou, a todo instante, que o seu país não pretende crescer sozinho, do ponto de vista econômico e social, mas contribuir para que as demais nações do continente africano também o façam.

O presidente sul-africano (ao centro e abaixo de gravata lilás) com a delegação. O embaixador e a embaixatriz da África do Sul (do lado esquerdo), na residência oficial sul-africana, em Brasília. Fotos: Claudia Godoy.


“A África tem um futuro brilhante”, exclamou na recepção oferecida ao corpo diplomático africano credenciado no Brasil, dando ênfase à importância dos investimentos estrangeiros diretos nos países do continente e do financiamento de projetos de todo o tipo. Numa entrevista conjunta ao jornal Folha de S. Paulo e à rede South African Broadcasting Corporation, ressaltou que “ninguém pode ignorar um mercado de 1,2 bilhão de pessoas”.

Os embaixadores e o jornalista Ivan Godoy. Foto: Claudia Godoy.


Um dos resultados concretos da cúpula foi a determinação de destinar mais financiamentos do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), mantido pelos países do BRICS, à África do Sul, Brasil e Rússia, já que até agora ele tinha beneficiado mais projetos na China e na Índia.

A embaixatriz sul-africana recebe os convidados na embaixada da África do Sul. Foto: Claudia Godoy.


Mas não apenas os sul-africanos terão mais acesso a esses financiamentos. Na “Declaração de Brasília”, documento final da reunião, se reitera que o processo de expansão dos membros do NDB “fortalecerá o papel do Banco como instituição global de financiamento ao desenvolvimento e contribuirá ainda mais para a mobilização de recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável no BRICS e em outros mercados emergentes e países em desenvolvimento”. A extensão dos benefícios a outras nações fora do BRICS é uma das posições defendidas pelo governo sul-africano.

O presidente Cyril Ramaphosa conversa com o embaixador do Marrocos, Nabil Adghoghi. Foto: Claudia Godoy.


Durante a recepção na Residência da Embaixada da África do Sul em Brasília, ao falar em nome do corpo diplomático africano credenciado no Brasil, seu decano, o embaixador do Cameroun, Martin Agbor Mbeng, destacou que os países do continente necessitam, mais do que ajuda humanitária, investimentos e financiamentos para se desenvolverem economicamente. Ele destacou o papel do presidente Cyril Ramaphosa no apoio às demais nações africanas e o simbolismo da recepção na Residência do embaixador Joseph Ntshikiwane Mashimbye, que usou da palavra no início do evento.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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