Primeira Escola de Choro do Brasil perde recursos públicos

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O corte nos investimentos públicos da Cultura continuam provocando danos incalculáveis num setor que parece ser o primeiro a ser atingido em época de crise. A Escola de Choro Raphael Rabello começa a sentir os efeitos da extinção do Ministério da Cultura.

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A escola e o Clube do Choro, que fazem parte do Espaço Cultural do Choro, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, e Patrimônio Imaterial de Brasília, está sem recursos públicos.

Funcionando há 22 anos, no Espaço Cultural do Choro, no Setor de Divulgação Cultural, Eixo Monumental de Brasília, a escola foi criada por Henrique Lima dos Santos, o Reco do Bandolim, um multiinstrumentista baiano que chegou a Brasília ainda adolescente.

Um poema do jornalista Carlos Henrique, irmão do presidente da Escola de Choro Raphael Rabello e do Clube do Choro, de Brasília. Foto: Claudia Godoy.

“Sabemos que os fundos da Lei Rouanet eram utilizados por quem na precisava, como artistas internacionais, por exemplo, mas não estamos neste grupo”, disse o presidente do Clube do Choro e da Escola. O músico lembra que o Espaço Cultural é projeto de Niemeyer, além de ser tombado. “Como preservar tudo isso sem recursos públicos?”, pergunta.

O multiinstrumentista Henrique Lima dos Santos, o Reco do Bandolim, durante ensaio na Escola de Choro Raphael Rabello. Foto: Claudia Godoy.

Depois de conhecer, ainda nos anos 70, o choro ao assistir a um show do músico Moraes Moreira, na Bahia, Reco do Bandolim criou um grupo, o Carência Afetiva, que explorava aquela música pela qual havia se apaixonado.

O músico chegou ao Clube do Choro como presidente e decidiu criar a escola com a ajuda do irmão de Raphael Rabello, um violonista e compositor brasileiro ligado ao choro e à música popular brasileira.

Demorou quatro anos convencendo políticos a aceitar a ideia e em 1997 conseguiu. “Os políticos achavam que não era importante porque já havia outras escolas de música”, disse Reco do Bandolim.

A escola tem hoje mais de 1.200 alunos, com mais de 20 opções de cursos e 25 professores. No Clube do Choro são realizados mais de 200 shows por ano. O espaço tem, ainda, café musical, um espaço voltado para os alunos e para a população.

Os preços dos cursos são baixos quando considerados aos demais existentes na cidade. A matrícula custa R$ 170,00 e a mensalidade R$ 180,00. Já a entrada para assistir aos espetáculos do Clube do Choro varia de R$ 40,00 a R$ 20,00.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

1 thought on “Primeira Escola de Choro do Brasil perde recursos públicos

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