Nicarágua produz 92% dos alimentos que consome

“Nestes anos de revolução, a Nicarágua alcançou a autossuficiência energética e alimentar. Produzimos 92% dos alimentos que consumimos”, disse a embaixadora da Nicarágua, Lorena Martínez, nesta sexta-feira (19), durante coquetel em celebração aos 40 anos da Revolução Sandinista.

A embaixadora da Nicarágua, Lorena Martínez, durante discurso. Foto: Claudia Godoy.


Há exatos 40 anos, em 19 de julho de 1979, guerrilheiros da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) tomaram as ruas de Manágua, capital da Nicarágua, obtendo o triunfo militar e dando início a uma das mais importantes revoluções do Século XX. O levante colocou fim à ditadura dos Somoza, família que comandou o país por mais de quatro décadas.

A embaixadora afirmou que a “revolução foi uma luta heroica de meu povo e é uma fase importante em nossa história recente”. De acordo com Martínez, brasileiros chegaram a trabalhar no país após a revolução sandinista, em tarefas “como a Campanha Nacional de Alfabetização, na qual se reduziu para 12% a taxa de analfabetismo, já em em 1980”.

Ela citou outros países, como Cuba e Venezuela, como governos que apoiaram e foram solidários com a Nicarágua após a revolução sandinista.

A embaixadora acompanhada do embaixador da Bolívia, José Kinn Franco. Foto: Claudia Godoy.

A revolta dos “Muchachos”, como o grupo era chamado, começou por volta dos anos 60, após o poeta Rigoberto López Pérez ter assassinado em 1956 o ditador Anastasio Somoza Garcia, que mandava na Nicarágua desde 1936. Após o assassinato, seu filho Luis Somoza Debayle assumiu o poder. Na última etapa da ditadura, o país foi governado por Anastasio Somoza Debayle, filho caçula do iniciador da dinastia.

Sob a égide da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), a revolução é chamada assim em memória ao líder nacionalista de esquerda Augusto César Sandino, morto em 1934.

O embaixador do Uruguai, Gustavo Vanerio, e o estudante de Economia da UnB, Thales Godoy, prestigiaram o coquetel. Foto: Claudia Godoy.

A embaixadora ainda destacou que desde 2007 o governo nicaraguense promove várias políticas voltadas aos mais jovens. “O governo está trabalhando em uma estratégia para a proteção, a segurança e a vida das crianças e jovens”, afirmou Martínez. Acrescentou, ainda, que o governo está elaborando novas regras que garantam proteção e protagonismo às mulheres nicaraguenses.

A jornalista Liz Elaine Lôbo, da revista Embassy (primeira à direita), e colegas prestigiaram o coquetel da embaixada da Nicarágua. Foto: Claudia Godoy.

“A Nicarágua é um dos países que mais avançaram na equidade de gênero nos últimos 12 anos, evolução reconhecida por organismos internacionais”, informou Martínez. A diplomata disse que de acordo com dados de 2018, do Fórum Econômico Mundial, a Nicarágua está classificada entre as cinco nações que mais reduziram as diferenças entre homens e mulheres.

Cantora brasileira durante apresentação no coquetel na representação diplomática. Foto: Claudia Godoy.

“Temos avançado muito. No ano passado sofremos uma nova escala de desestabilização, queriam interromper o processo, novos avanços, porém, não puderam”, afirmou a embaixadora.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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