Médicos cubanos já deixaram a Bolívia

O governo cubano já retirou os 700 colaboradores que atuavam no atendimento médico da população da Bolívia. A informação é do encarregado de Negócios da embaixada de Cuba, embaixador Rolando Gómez.

O ex-presidente boliviano, Evo Morales, renunciou em novembro e teve de deixar o país sob ameaças após acusações de fraude nas eleições. Morales diz que renunciou para evitar derramamento de sangue e denunciou ter havido um golpe de estado por questões de preconceito em seu país. Ele está hoje refugiado no México. A Bolívia é governada pela ex-parlamentar Jeanine Áñez.

O embaixador cubano durante apresentação de imagens da capital cubana em celebração aos 500 anos de Havana.

Os médicos estavam sendo ameaçados e, em função disso, tiveram de sair. O governo boliviano não pagava salários aos profissionais, mas cobria os custos dos serviços, garantiu Gómez. O diplomata recebeu a imprensa na noite desta quinta-feira (06), na sua residência oficial, em Brasília. Ele disse, ainda que outros 380 profissionais deixaram o Equador, que hoje é governado pelo presidente Lenín Moreno.

Jornalistas durante apresentação de filme com imagens de Havana, que este ano celebra 500 anos. Foto: Claudia Godoy.

Pelo menos 62 países recebem médicos cubanos em todo o mundo. “Em alguns casos, os médicos representam ingressos para Cuba, mas para outros países a assistência é solidária. Há países que retribuem com bens e outros nos pagam com ingressos que são importantes para Cuba”, disse o encarregado de Negócios cubano.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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