Europeus elegem novo parlamento que deverá ser mais fragmentado

O Parlamento Europeu ficará mais fragmentado nos próximos cinco anos, segundo indicam as pesquisas iniciais sobre a eleição que começou na última quinta-feira e terminou hoje (26) nos 28 países que compõem a União Europeia.

Os governos de Moscou, Washington, Pequim e outros países devem estar observando de perto os sinais de fraqueza ou de força política no maior bloco econômico do mundo.

Além do poder de vetar ou propor emendas a uma lei, o Parlamento Europeu é responsável por determinar o orçamento e supervisionar as instituições europeias. Os parlamentares também determinam os chefes das outras entidades do bloco.

Os partidos mais tradicionais devem perder espaço para siglas nacionalistas, liberais e verdes, nestas eleições que não devem apenas influenciar a política do bloco, mas também o futuro da União Europeia.

As estimativas são de que o comparecimento à votação seja o maior em 20 anos. A taxa de comparecimento deve ser superior a 50%. As eleições europeias costumam ter baixa participação.

As tradicionais alianças de centro-direita e centro-esquerda continuarão com os maiores números de cadeiras. Pela primeira vez na história, no entanto, o total de assentos conquistados por esses partidos não deverá chegar à metade do Parlamento. 

Os chamados partidos “eurocéticos” e conservadores nacionalistas deverão se sair melhor nesta eleição. Fragmentados em três alianças, eles podem se tornar a segunda força do Parlamento.

Porém, os liberais pró-europeus obtiveram vitórias importantes e devem se aliar aos partidos mais tradicionais em algumas questões. Além deles, os partidos verdes surpreenderam em alguns países como a Alemanha e devem fazer frente aos nacionalistas – que costumam ser céticos em relação ao papel da União Europeia quanto à questão ambiental. 

Parlamento é a única instituição da União Europeia eleita pelo voto e funciona em conjunto com outros órgãos do bloco. As leis, por exemplo, passam pelo Conselho Europeu e pela Comissão Europeia antes de chegarem aos parlamentares em Estrasburgo, na França.

Em 2014, nacionalistas contrários ao projeto de unificação europeia dobraram sua presença no legislativo europeu. Eles lideraram também a votação no Reino Unido e, dois anos depois, se consagraram vitoriosos no referendo que determinou a saída britânica do bloco comunitário europeu.

Cinco anos depois, as pesquisas mostram que os nacionalistas e eurocéticos poderão novamente se sair bem nas urnas em vários países, incluindo o Reino Unido, a Itália, a Hungria e a França.

Mas há também reveses para esse grupo. O Brexit ainda está para acontecer – ou pode nem mais vir a ocorrer.

Mas, ao que tudo indica, os partidos políticos pró-europeus, que buscam ações comuns em questões como comércio, segurança, imigração ou meio ambiente, deverão continuar dominando o Parlamento Europeu, mesmo se for com uma maioria menor.

A composição do próximo parlamento prevê 73 representantes do Reino Unido. Concluída a saída dos britânicos da UE, esses deputados perderão seus mandatos, que serão em parte redistribuídos entre os demais países. O Parlamento Europeu passará a ter então 705 deputados.

Depois dessas eleições, os europeus passarão por semanas de negociações entre partidos para formar uma maioria estável no Parlamento Europeu.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

1 thought on “Europeus elegem novo parlamento que deverá ser mais fragmentado

  1. Hiya very nice website!! Man .. Beautiful .. Superb .. I will bookmark your website and take the feeds also?KI am happy to seek out numerous useful information here within the submit, we need develop more strategies on this regard, thanks for sharing. . . . . .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.