Eslovênia: indústria desenvolvida e conservação das florestas. Qual o segredo?

A indústria eslovena é bastante desenvolvida. Eles nos vendem produtos farmacêuticos, papel e papelão, peças para máquinas elétricas, além de ignição elétrica e equipamentos de partida para motores de combustão interna, materiais têxteis e equipamento elétrico para iluminação e sinalização.

Compram do Brasil, essencialmente, um bolo de óleo e outros resíduos sólidos provenientes da extração de óleo de soja, polpa de madeira química, ferro e caulino.

O desenvolvimento da indústria eslovena não ocorreu às custas da destruição da natureza. O embaixador da Eslovênia, Alain Brian Bergant, explica que a preocupação com o desenvolvimento sustentável está presente no dia a dia dos eslovenos. O centro da capital, Liubliana, está fechado para o trânsito há cinco anos.

O embaixador esloveno, Alain Brian Bergant, na mesa de trabalho, na sede da embaixada, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

Só circulam pela região bicicletas e ônibus elétricos para idosos e deficientes. “Não produzimos mais carvão e o lixo é todo reciclado”, disse o embaixador.

O Brasil registra um saldo na balança comercial com os Eslovênia. De 2017 para 2018 houve um aumento de 25,9% nas exportações brasileiras para o país eslavo. As vendas saíram de US$ 400 milhões, em 2017, para US$ 503,5 milhões, no ano passado.

Já as importações brasileiras da Eslovênia também vêm aumentando e registraram um salto de 12,5%, no mesmo período. Passaram de US$ 66,3 milhões, em 2017, para US$ 74,55 milhões, em 2018.

O embaixador da Eslovênia, Alain Brian Bergant, na sede da embaixada eslovena, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

O comércio entre Eslovênia e Brasil vem aumentando constantemente. Passaram de US$ 466,3 milhões , em 2017, para US$ 578,05 milhões em 2018, um incremento de 24%. Mas eles pretendem incrementar ainda mais as trocas comerciais. Para este ano estão previstos varios encontros de autoridades eslovenas ligadas à promoção do comércio no Brasil.

O embaixador está otimista com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. “ Temos os mesmos desafios de reformas nos campos da Previdência, Trabalho, Tributária e Saúde e sabemos das dificuldades que deveremos enfrentar. Também temos muitas filas, nosso maior problema. Precisamos diminuir”, disse Bergant. Com tantos problemas em comum o novo governo brasileiro passa a ser um dos principais parceiros da Eslovênia na América Latina

Alain Bergant afirma, ainda, que o número de empresas eslovenas negociando com o Brasil vem aumentando. Na Eslovênia existem cinco empresas com capital originário do Brasil.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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