Embaixador do Paquistão defende plebiscito em Jammu e Caxemira

Com a independência da Índia e do Paquistão dos britânicos, em 1947, a região de Caxemira, na fronteira entre os dois países, acabou ficando dividida.

Em Jammu e Caxemira, sob a administração da India, cerca de 98% da população é de maioria muçulmana. Os habitantes da região querem a independência. O estado é o único de maioria muçulmana administrado pela Índia.

Mostrado em verde é a região da Caxemira sob controle paquistanês. A região de marrom-escuro representa o Estado de Jammu e Caxemira controlado pela Índia, enquanto o Aksai Chin está sob controle chinês. Foto: Divulgação.

As autoridades indianas suspenderam, nesta semana, os serviços de internet e telefonia no estado de Jammu e Caxemira. Além disso, colocaram políticos locais em prisão domiciliar e impediram a reunião da população.

“Condenamos o bloqueio brutal da Índia nos territórios ocupados de Jammu e Caxemira e a consequente redução da liberdade religiosa”, disse o embaixador do Paquistão, Najm us Saqib, em entrevista exclusiva ao portal Bacuri Brasil.

Saqib diante de placas de premiações já recebidas, na embaixada do Paquistão, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

O embaixador Saqib defende um plebiscito, já referendado pelas Nações Unidas, para que a população decida o seu futuro. “Nós acreditamos nas negociações para decidirmos o futuro de Jammu e Caxemira, mas exigimos um plebiscito” disse o embaixador.

A Constituição da Índia prevê a autonomia de Jammu e Caxemira, dando liberdade à população. Mas a tensão na região é sempre grande, com constante ameaça de guerra com o Paquistão.

O embaixador na sede da representação diplomática paquistanesa, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

O primeiro-ministro hindú, Narendra Modi, mais nacionalista, acaba de retirar o artigo da Constituição indiana que dava autonomia a Caxemira. Isso aumentou a tensão com o Paquistão, que retirou o seu embaixador da Índia e cancelou as relações comerciais, que já eram frágeis.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que é nacionalista. Foto: Divulgação.

Tanto Paquistão quanto Índia têm armas nucleares. O embaixador do Paquistão apelou à comunidade internacional “incluindo mecanismos dos direitos humanos das Nações Unidas e outros órgãos relevantes, para responsabilizar a Índia por crimes deliberados contra a religião, violações das leis internacionais e falta de respeito pela decência humana”.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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