Embaixador do México inaugura presépio natalino

“Os presépios de Natal têm sua origem nas “montagens vivas” que São Francisco de Assis recriou há quase 800 anos. Hoje eles são uma parte importante da tradição natalina no México”, disse José Ignacio Piña Rojas, o embaixador mexicano, na inauguração do presépio, na sede da representação diplomática, no último dia 13, em Brasília.

O embaixador mexicano durante discurso aos convidados, acompanhado pela embaixatriz Carmem. O padre que deu a bênção ao presépio mexicano e aos convidados presentes. Detalhe da embaixatriz. Foto: Claudia Godoy. #paracegoedeficientevisual: na primeira foto à esquerda o embaixador lê o discurso acompanhado pela embaixatriz. Ele usa paletó escuro com camisa xadrez e ela um camisão branco, calça e lenço. Áreas deles está o presépio. Na foto ao lado (à direita) o padre dá a bênção ao presépio mexicano. Há mais três fotos menores logo abaixo. Na primeira foto, novamente o padre dando a bênção, desta vez aos convidados. Na outra um detalhe do texto natalino lido na ocasião e na terceira a embaixatriz Carmem.

O embaixador contou que o primeiro presépio vivo para exemplificar o nascimento de Jesus foi encenado em meados de 1223.

“Ajudado por outros clérigos, São Francisco de Assis teria construído uma casa de palha, um portal e uma manjedoura e convidou todos os habitantes locais a participar de um jantar com María e José, o menino Jesus recém-nascido, os pastores e até um boi e um burro”, disse durante o discurso para os convidados. Havia diplomatas, jornalistas e muitas crianças presentes, além dos auxiliares do embaixador.

A partir do final do século quinze (XV), há evidências que os presépios foram feitos com figuras de barro em Nápoles, na Itália.

“Com a conquista espanhola, os frades usaram os costumes de Natal para evangelizar os nativos das Américas”, ressaltou o diplomata. Os presépios tiveram um papel muito importante, já que os povos originais dessas terras aprenderam a produzir essas belas figuras. Artesanato ainda preservado até os dias de hoje.

Alguns exemplos típicos deste artesanato em México são: os anjos de Tzintzuntzan, em Michoacán; as figuras de barro de Metepec no Estado do México; Ameyaltepec e Tolimán em Guerrero e os presépios em miniatura de Tlaquepaque em Jalisco.

“Em dezembro, nós mexicanos também comemoramos a tradição de “La posada” e “la piñata””, disse Piña Rojas.

Um criança tenta quebrar a piñata. Foto: Claudia Godoy.
#paracegoedeficientevisual : na foto acima uma criança tenta quebrar a piñata, que neste caso é uma bola prateada com sete pontas. Ele usa calça preta, camisa azul e colete verde. Usa um bastão no trabalho. Outras três crianças observam um pouco distantes. Também há dois adultos observando, um deles filma a cena com celular. Eles estão numa espécie de pátio externo da embaixada do México.

As “posadas” são uma tradição mexicana que começou em 1856, dedicada a comemorar os nove dias de peregrinação de María e José de Nazaré a Belém em busca de um local para nascimento do menino Jesus. ” Hoje em dia esta representação é feita entre familiares e amigos com cações tradicionais mexicanas, comida típica e bebidas como o “ponche” que vocês vão degustar hoje”, anunciou o embaixador.

E a famosa “piñata” foi também um símbolo usado pelos frades para evangelização. As mais tradicionais são feitas de barro com sete pontas coloridas simbolizando os sete pecados capitais. O bastão com que se quebra a “piñata” é a força com que se vence o mal e os olhos vendados representam a fé cega em Deus. Por último, os frutos e doces que recheiam a “piñata” são a recompensa por vencer o mal.

O embaixador aproveitou o ensejo para dar boas-vindas ao Ministro Luis Angel Domínguez e sua esposa Carmen, a José Ramón López de León e sua esposa Ceres. Piña Rojas agradeceu, à funcionária Rejane de Deus Costa, que trabalhou por quase 20 anos na embaixada do México. “Trabalhou de maneira profissional e eficiente. Agradeço seu valioso apoio e desejo muito êxito em suas novas atividades”, discursou o embaixador.

Curiosidades sobre os presépios:


Os presépios esculpidos se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI por obra dos padres jesuítas.

Quando se monta o presépio, é costume deixar a manjedoura vazia até a noite de 24 de dezembro.

Também tradicional é pôr uma estrela no topo do presépio, em lembrança daquela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Balthazar.

Simbolizando a Natividade do Filho de Deus, a imagem do Menino Jesus é finalmente ali colocada na noite de Natal.

Os três reis magos representam todos os povos da terra e são figurados com suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.

Há famílias que os posicionam inicialmente longe da gruta e os vão aproximando mais a cada dia, até fazê-los chegar junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

4 thoughts on “Embaixador do México inaugura presépio natalino

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