Embaixada da Eslovênia lembra segundo aniversário do Dia Mundial das Abelhas na UnB

A embaixada da Eslovênia lembrou nesta terça-feira (21), na UnB (Universidade de Brasília), com palestras e debates, o segundo aniversário do Dia Mundial das Abelhas, comemorado em 20 de maio. A data foi uma proposta eslovena aprovada pelos Estados-Membros das Nações Unidas.

Apicultores do Cerrado brasileiro com o embaixador da Eslovênia, Alain Brian Bergant, e a Conselheira de Comércio eslovena, Suzana Pendic, durante o café da manhã, na UnB.Foto: Claudia Godoy.

Com a data, a ONU decidiu conscientizar sobre a importância das abelhas e outros polinizadores, além de marcar a época em que as abelhas estão mais ativas, no Hemisfério Norte, com a Primavera, e no Outono, no Sul, com a chegada das colheitas. “Além de conscientizar, a ONU homenageia o apicultor Anton Jansa, na data de seu nascimento”, disse o embaixador da Eslovênia, Alain Brian Bergant.

O embaixador da Eslovênia, Alain Brian Bergant, durante apresentação sobre as abelhas, na UnB. Foto: Claudia Godoy.
O apicultor esloveno, Anton Jansa, homenageado num selo, ainda da antiga Iugoslávia.

Jansa nasceu no século XVIII, e é pioneiro na criação e uso de técnicas modernas de apicultura. “Proteger as abelhas é o mesmo que proteger os alimentos do planeta porque eles são produzidos pelas abelhas”, afirmou o embaixador esloveno.

O coordenador das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, durante palestra sobre a importãncia das abelhas para a biodiversidade, na UnB, em Brasília. Foto: Claudia Godoy.

Segundo disse o coordenador das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, 75% da alimentação humana depende de plantas polinizadas. “Além disso, as abelhas contribuem para a mitigação das mudanças climáticas e na redução da pobreza”, afirmou Fabiancic, durante palestra na UnB, que reuniu cerca de 200 estudantes, além de diplomatas, professores e apicultores.

O público presente às palestras da UnB era diversificado, desde alunos a professores e apicultores. Foto: Claudia Godoy.

China e Turquia são os maiores produtores mundiais de mel do planeta. com cerca de 60% de seu terrtório formado por florestas, a Eslovênia já baniu dos seus cultivos os pesticidas prejudiciais às abelhas.

Além dos agrotóxicos, a monocultura (as abelhas têm dieta diversificada), os desmatamentos, as doenças, a poluição e o aquecimento global são as grandes ameaças para as abelhas. Estudos da ONU apontam que nas próximas décadas cerca de 40% dos insetos serão extintos no planeta.

A maçã é um dos alimentos que depende exclusivamente da polinização para ser cultivada. Aqui, os alunos da UnB saboreiam um café esloveno antes das palestras sobre as abelhas, na UnB. Foto: Claudia Godoy.


Alunos da UnB durante o café da manhã esloveno oferecido aos participantes das palestras sobre as abelhas. Foto: Claudia Godoy.

A professora, Simone Perecmanis, diretora da Faculdade de Agronomia e Veterinária da UnB, disse, também durante palestra, que a universidade possui mais de 40 laboratórios e uma fazenda na qual os alunos e pesquisadores podem avaliar o impacto do trabalho das abelhas no meio ambiente e ajudar a sociedade a compreender a importância desses indivíduos para a espécie humana. “Temos a missão de ajudar a desenvolver a agricultura na região Centro-Oeste para devolvermos à sociedade o dinheiro que foi investido nos estudantes”, disse a professora. Perecmanis informou que a universidade começa a estudar a possibilidade de construir um

A professora Simone Perecmanis, diretora da Faculdade de Agronomia e Veterinária da UnB, durante palestra. Foto: Claudia Godoy.

O mais curioso em relação às abelhas é que apenas 15% delas são sociais, com o restante, 85%, solitárias. “A maioria não produz mel, mas são polinizadoras”, disse Sandra Pires, . Segundo a pesquisadora, 30% das plantas do Cerrado são polinizadas pelas abelhas é 45% delas se beneficiam da ação delas. “Se as abelhas desaparecerem teremos de readaptar a nossa alimentação e o valor dos alimentos irá aumentar muito”, disse Pires. “O maracujá é exemplo de alimento que depende exclusivamente das abelhas para ser cultivado. Alguém sabe o preço do quilo do maracujá? Está bem caro”, lembrou a pesquisadora.

A dra. Carmen Silvia soares Pires, da Embrapa, durante apresentação na UnB. Foto: Claudia Godoy.


Os apicultores do Cerrado do Centro-Oeste estiveram presentes às palestras na UnB. Foto: Claudia Godoy.

Cerca de 200 alunos, além de professores, diplomatas e apicultores estiveram presentes na UnB para os debates. A embaixada teve, ainda, a cooperação da ONU, FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Faculdade de Agronomia e Veterinária da UnB e Santuário Volta na Serra.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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