Comércio entre Brasil e Equador é de US$ 1 bilhão

O Brasil tem um superávit (vendas maiores que compras) elevado nas trocas bilaterais com o Equador. No ano passado, o país exportou US$ 800 milhões para o mercado equatoriano enquanto o Equador vendeu ao Brasil US$ 200 milhões. “Houve um período em que as vendas caíram 20% em função da ação de produtos brasileiros de camarão, mas hoje as exportações se normalizaram”, disse o embaixador do Equador, Diego Ribadeneira.

O embaixador do Equador, na sede da representação diplomática, em Brasília. Foto: Claudia Godoy

O Brasil vende ao Equador automóveis, autopeças, aparatos eletrônicos e calçados. Já o Equador exporta para o Brasil peixes como atum, camarão e derivados de cacau. “Redes varejistas, como Carrefour e Pão de Açúcar compram o atum equatoriano para as suas marcas”, informou Ribadeneira.

Os equatorianos são fornecedores de atum para a marca própria dos supermercados Pão de Açúcar. Foto: Divulgacão.
Os supermercados Carrefour compram o atum equatoriano para a sua marca própria. Foto: Divulgacão.
O camarão equatoriano. Foto: Divulgacão

A Linha do Equador passa pelo território equatoriano favorecendo a agricultura e a pesca. Eles produzem frutas, como banana e cacau, além de flores de altíssima qualidade. O famoso chapéu do Panamá também é produzido, na verdade, no Equador. “Temos produtos de maior qualidade com grande potencial para serem vendidos”, afima o embaixador equatoriano.

O chamado empuxo gravitacional da Terra é ligeiramente mais fraco no equador devido a sua protuberância equatorial. Foto: Divulgacão.

O embaixador equtoriano lembra que as relações diplomáticas do Equador com o Brasil são longas. O vice presidente, Otto Sonnenholzner, e o chanceler equatoriano, José Valência, estiveram no Brasil, durante a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro deste ano. “Conversamos com o governo brasileiro sobre a atualidade e temos posições similares em relação aos principais temas latino-americanos”, disse Ribadeneira.

Para o embaixador, no entanto, as relações diplomáticas entre os dois países transcendem os partidos políticos. “O Brasil sempre esteve presente no Equador. Participou de obras importantes, como construção de estradas e hidrelétricas”, afirmou.

O Brasil também ajudou a intermediar a paz entre Equador e Peru, em 1998. A chamada Guerra de Cenepa ou Guerra de Tiwinza começou em 1995 por causa de disputas territoriais na fronteira entre os dois países.


Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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