Brasil deixa Pacto Global de Migração da ONU

“O Brasil é soberano para decidir se aceita ou não imigrantes. Quem porventura vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros. NÃO AO PACTO DE MIGRAÇÃO”. Esta foi a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre a saída do Brasil do Pacto Global de Migração da ONU, anunciada nesta terça-feira (08).

A ONU, Nações Unidas, trabalha no acordo não-vinculante do Pacto Global de Migração desde 2015. Neste ano, o número de migrantes atingiu patamar recorde de 1 milhão de pessoas, chegando à Europa. Muitos fugiam da guerra na Síria e da fome na África. Hoje, a ONU registra 21,3 milhões de refugiados no mundo.

O Brasil enfrenta crise migratória com entrada de venezuelanos pela fronteira com Roraima. O fluxo causou problemas com moradores locais, que alegam sofrer com o volume extra de pessoas utilizando os serviços públicos. Bolsonaro disse que não recusará ajuda a quem precisa, mas a imigração não poderá ser indiscriminada.

O Papa Francisco criticou o crescimento do nacionalismo e do populismo e disse que os países não devem tentar solucionar a questão migratória de forma unilateral e isolada. Ele defende o Pacto Global de Migração da ONU.

Além de Bolsonaro, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, o primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, o presidente da Hungria, Viktor Orbán, e o vie-premiê italiano, Matteo Salvini, são contra o Pacto Global de Migração da ONU.

“O discurso lembra cem anos atrás, entre a 1ª e a 2ª Guerras Mundiais”, disse o Papa Francisco.

Author: Claudia Godoy

Jornalista e fotógrafa, atuei na cobertura de imprensa nos Ministérios da Fazenda, Agricultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Relações Exteriores, Saúde, Educação, além de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Banco Central. Também repórter e produtora de rádio e tv.

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