Bangladesh sonha com acordo com Mercosul, diz embaixador bengali

O embaixador de Bangladesh, Zulfiqur Rahman, disse hoje que sonha em fechar acordo com o Mercosul, (o mercado comum entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) “para baixar as altas taxas cobradas aos seus produtos”.

O embaixador de Bangladesh, Zulfiqur Rahman, fala sobre o seu país, na Universidade de Brasilia. 

Os bengalis são grandes exportadores de têxteis, vestuário, juta e frutos do mar. Possuem uma forte indústria farmacêutica e naval e o setor agrícola de Bangladesh é bastante ativo. Eles são o quarto maior produtor de arroz do mundo e o quinto maior de pescado. São o 11 maior produtor de chá, o 9 de manga, o 16 de cebola, de abacaxi e de cebola.

Jornalistas e acadêmicos que estiveram neste ano em
Bangladesh e comentaram suas impressões com
os estudantes da Universidade de Brasília. 

Nesta quinta-feira (6), a Embaixada de Bangladesh promoveu, na Universidade de Brasília, palestra com jornalistas e acadêmicos sobre a visão que os brasileiros têm deste país localizado no sul da Ásia, possuem fronteira com a Índia e Myanmar (a antiga Birmânia).

A embaixatriz bengali, Shameem Akhter, preparou para os presentes à palestra deliciosos pratos da culinária de seu país.

A embaixatriz de Bangladesh, Shameem Akhter, confere sua agenda antes da palestra começar. 

O professor Pio Penna, diretor do Instituto de Relações Internacionais Universidade de Brasília, destacou, durante na palestra,  a cultura milenar bengalí e o surgimento recente de Bangladesh como nação independente. “A história recente deles é muito viva e há preocupação de que não se perca a memória”, disse Penna. Durante a luta pela independência, teriam morrido cerca de 3 milhões de pessoas e outros 10 milhões tiveram de se refugiar na Índia.

Pio Penna lembrou que apesar de ser um país de maioria islâmica “não há extremismos, atos de terrorismo no país”. O país se declara laico e sua legislação não segue as leis muçulmanas da sharia. Para muitos, um traço de modernidade.

 O trânsito, segundo o professor é colaborativo, cooperativo, apesar de não haver semáforos nas ruas.

O professor da Universidade de Brasília, Pio Penna. 

A jornalista Liz Lôbo ressaltou a forte presença feminina no parlamento e mande política de Bangladesh. “ A primeira-ministra, a presidente do parlamento e a líder da oposição se destacam entre as mulheres que alcançaram cargos importantes no país”, informou Liz Lobo.

A jornalista Liz Lobo, que falou sobre o importante papel da mulher em
Bangladesh. 

A primeira-ministra, Sheikh Hasina, está no poder desde 2009.

O jornalista Ivan Godoy, que esteve em Bangladesh, este ano, lembrou a ajuda que os bengalis ofereceram aos refugiados rohingya, que tiveram de deixar Myanmar depois de sofrerem perseguição por parte do governo.

Mais de um milhão de rohingya, uma minoria étnica muçulmana, estão acampados na região de Cox-Bazar, Bangladesh, na fronteira de seu país de origem.