quarta-feira, 18 março, 2026
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Carta Aberta de cubana pede justiça e o fim da perseguição a Cuba

Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo. Peço que chamem o bloqueio pelo se nome: UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE. Peço que não se deixem enganar pela história do “diálogo” e da “democracia” enquanto apertam o nó em volta dos nossos pescoços.

Ikay Romay

CARTA ABERTA AO MUNDO: DE CUBA, UMA MULHER COMUM DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

A toda a humanidade, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

Me chamo como o de milhões. Não tenho um sobrenome famoso nem ocupo um cargo importante. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com o coração partido e as mãos trêmulas, porque o que meu povo está vivenciando hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e a sangue frio, executado a partir de Washington.

E o mundo olha para o outro lado.

DENUNCIA EM NOME DOS MEUS AVÓS:

Denuncio o fato de que, em Cuba, idosos estão morrendo prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para problemas cardíacos, hipertensão e diabetes. Não se trata de falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas e ameaçadas. Seus governos calam. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENUNCIA EM NOME DOS MEUS FILHOS:

Eu denuncio o fato de que incubadoras em Cuba tiveram que ser fechadas por falta de combustível. Que recém-nascidos estejam lutando por suas vidas enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem nos vender petróleo e quais não podem. Que mães cubanas tenham visto a vida de seus filhos em perigo porque uma ordem assinada em um escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebê a 145 quilômetros de sua costa.

Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que defendem a infância com tanta veemência? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENUNCIA PELA FOME INTENCIONAL:

Eu denuncio o bloqueio como fome programada. Não é que haja falta de comida sem motivo. É que nos impedem de comprá-la. É que os navios que transportam alimentos são perseguidos. É que as transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frango e leite são punidas.

A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos Estados Unidos, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, intensificada por Donald Trump e executada de forma insana por Marco Rubio.

Eles chamam isso de “pressão econômica”. Eu chamo de terrorismo com fome.

DENUNCIA POR MEUS MÉDICOS:

Denuncio o fato de que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro entrava em colapso, agora não têm acesso a seringas, anestesia e equipamentos de raio-X. Não porque não saibamos como produzi-los. Não porque nos falte talento. Mas porque o bloqueio nos impede de acessar suprimentos, peças de reposição e tecnologia.

Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem nenhuma ajuda. Contra todas as probabilidades. Contra bloqueios e mentiras. E, no entanto, o império nos pune por termos conseguido isso.

AO MUNDO EU DIGO:

Cuba não está pedindo esmolas.
Cuba não está pedindo soldados.
Cuba não está pedindo que vocês nos amem.

Cuba exige justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo se nome: UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE.
Peço que não se deixem enganar pela história do “diálogo” e da “democracia” enquanto apertam o nó em volta dos nossos pescoços.

Não queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.

Aos governos cúmplices que permanecem em silêncio:
a história os responsabilizará.

Para a mídia que mente:
A verdade sempre encontra brechas.

Aos algozes que assinam as sanções:
O povo cubano não esquece e não perdoa.

Aoa que ainda têm humanidade em seus corações:
Olhem para Cuba. Olhem para o que estão fazendo com ela. E perguntem-se: De que lado da história eu quero estar?

Dessa pequena ilha, com um povo gigante, uma mulher cubana comum que se recusa a desistir.

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Não me importa se você tem 10 amigos ou 10.000 seguidores.
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Mas isto é diferente.

Esta não é uma foto de pôr do sol.
Não é fofoca de celebridades.
Não é apenas mais um artigo de opinião.

Isto é um GRITO. E os gritos não se guardam. Eles são OUVIDOS. Eles são REPETIDOS. Eles SE TORNAM UMA MULTIDÃO.

Hoje não estou pedindo um “curtir”.
Estou pedindo que vocês usem seus polegares para algo mais importante do que simplesmente rolar a tela.

COMPARTILHAR.

Para que o mundo saiba que em Cuba não há crise.
Há um CRIME.

Para que as mães em outros países saibam que aqui há bebês sofrendo em incubadoras desligadas pelo bloqueio.

Para que os avós em outros países saibam que aqui há idosos morrendo à espera de medicamentos que Washington não permite a entrada.

Para que governos cúmplices sintam vergonha.
Para que veículos de mídia mentirosos não tenham escapatória.
Para que os algozes saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma pessoa compartilhando isso não muda o mundo.
Milhares, milhões, SIM.

Não guarde essa mensagem só para você.
Não seja cúmplice do silêncio.

FAÇA COM QUE ESTA DENUNCIA CHEGUE MAIS LONGE DO QUE O BLOQUEIO.

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