Em evento da Embaixada Real da Tailândia e do Clube Internacional de Brasília, a embaixadora Kundhinee Aksornwong falou sobre o chut thai, a gastronomia e a preservação do patrimônio cultural do país
Por Claudia Godoy
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A Embaixada Real da Tailândia e o Clube Internacional de Brasília promoveram um encontro dedicado à cultura tailandesa. O programa reuniu uma apresentação sobre o traje nacional, o chut thai, e uma seleção de pratos doces e salgados da gastronomia do país, além de referências à indumentária da realeza tailandesa.

Em seu discurso, a presidente do Clube Internacional de Brasília, Eliana Coutinho, agradeceu à embaixadora Kundhinee Aksornwong e à equipe da embaixada pela parceria. Ela destacou a história, a arte, a gastronomia e a hospitalidade da Tailândia como expressões importantes da identidade nacional.

Para Eliana, iniciativas como essa fazem parte da missão do clube de aproximar pessoas e estimular o diálogo entre culturas. “A diplomacia não se constrói apenas nos espaços formais. Ela também se manifesta nos encontros, na convivência, na troca de experiências e na disposição de conhecer e valorizar aquilo que nos torna diferentes e, ao mesmo tempo, aquilo que nos aproxima”, afirmou.

A presidente também ressaltou que compartilhar uma mesa, uma tradição, uma música ou uma expressão artística favorece o conhecimento mútuo e o respeito entre os povos. Ao encerrar sua fala, desejou que o evento contribuísse para fortalecer os laços de amizade entre Brasil e Tailândia.
Ao receber os convidados, a embaixadora Kundhinee Aksornwong apresentou o chut thai como um dos principais símbolos culturais do país. “Hoje convido vocês a descobrir a Tailândia por meio de dois dos nossos tesouros mais queridos: a elegância intemporal do nosso traje nacional, o chut thai, e os sabores marcantes da gastronomia tailandesa”, disse.
O traje nacional e o legado da rainha Sirikit
O chut thai, segundo a embaixadora, representa mais do que uma vestimenta formal. Ele reúne elementos da história, do artesanato e da identidade tailandesa, com destaque para os tecidos tradicionais e as técnicas de tecelagem transmitidas entre gerações.

A formação do traje nacional moderno está ligada à rainha Sirikit. Em 1960, durante viagens oficiais pela Europa e pelos Estados Unidos ao lado do rei Bhumibol Adulyadej, a soberana identificou a necessidade de um traje feminino que representasse a Tailândia em compromissos internacionais.
A rainha então recorreu a especialistas para pesquisar roupas usadas historicamente pelas mulheres da corte real. A partir desse trabalho, foram desenvolvidos oito estilos para diferentes ocasiões, com nomes inspirados nos salões e pavilhões do Grande Palácio. O conjunto passou a ser conhecido como Thai Prachaniyom.

O resultado combinou referências históricas com uma proposta adequada à vida pública contemporânea, estabelecendo uma linguagem própria para o vestuário nacional tailandês. A tradição continua a ser promovida pela família real, incluindo a princesa Maha Chakri Sirindhorn e a princesa Sirivannavari Nariratana Rajakanya, que atua na valorização dos tecidos tailandeses, da tecelagem tradicional e de novas interpretações do traje nacional.

A Tailândia também apresentou a candidatura do Thai Prachaniyom à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. Durante o evento, a embaixada exibiu uma seleção de estilos como parte de um circuito de apresentações voltado ao público internacional.
Gastronomia como patrimônio e convivência
A gastronomia ocupou lugar central na programação. Para a embaixadora, a comida tem um significado afetivo para os tailandeses, pois reúne famílias e comunidades. A culinária também expressa a diversidade geográfica do país, com ingredientes locais e preparos associados às diferentes regiões.
Os convidados puderam provar pratos clássicos, doces e salgados, em uma experiência que aproximou a apresentação cultural da convivência à mesa. Mais do que oferecer uma degustação, a embaixada apresentou a culinária como parte da memória e do patrimônio da Tailândia.
A embaixadora encerrou sua fala agradecendo a presença dos convidados e manifestando o desejo de que o encontro deixasse uma lembrança positiva da Tailândia e de sua cultura. Também convidou o público a conhecer o país e suas tradições em uma futura viagem.
Ao reunir trajes, tecidos, referências da realeza e gastronomia, o evento mostrou como a cultura pode funcionar como espaço de diálogo. Em Brasília, a Tailândia apresentou parte de seu patrimônio e reforçou, por meio da cooperação entre a embaixada e o Clube Internacional, os vínculos de amizade entre os dois países.
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