sábado, 12 setembro, 2026
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Arte e amizade aproxima estudantes goianos da cultura equatoriana

Por Claudia Godoy


Exposição na Embaixada do Equador reuniu pinturas de alunos de escolas municipais e estaduais de Goiás; todos receberam certificados e estudantes de cada categoria foram reconhecidos

A exposição “Arte e amizade: o Equador sob o olhar do Brasil”, realizada na Embaixada do Equador, em Brasília, reuniu pinturas produzidas por estudantes de escolas municipais e estaduais de Goiás. Os trabalhos foram inspirados na geografia, na cultura, na fauna, na flora e nas tradições equatorianas.

A exposição “Arte e amizade: o Equador sob o olhar do Brasil”, realizada na Embaixada do Equador, em Brasília, reuniu pinturas produzidas por alunos de escolas municipais e estaduais de Goiás. Fotos: Claudia Godoy.

Para participar da cerimônia, os estudantes viajaram de ônibus até Brasília. Muitos deles nunca haviam conhecido a capital do Brasil, apesar de viverem em municípios goianos próximos ao Distrito Federal. A visita representou uma oportunidade de conhecer a cidade, a embaixada e uma experiência de intercâmbio cultural.

Durante a abertura, o embaixador do Equador no Brasil, Carlos Alberto Velástegui, destacou o envolvimento dos alunos com o projeto. Segundo ele, os estudantes “desbravaram a geografia equatoriana” usando o pincel, o lápis e a aquarela.

A iniciativa demonstrou que a cooperação entre Goiás e o Equador pode começar na escola, alcançar a arte e abrir caminho para novas experiências educacionais e de intercâmbio.

“O resultado é emocionante. É uma poesia visual, uma interpretação autêntica e profundamente sensível da identidade equatoriana”, afirmou.

Velástegui agradeceu aos alunos, professores, autoridades e equipes envolvidas na iniciativa. Para o embaixador, o projeto transformou as salas de aula em espaços de intercâmbio cultural e permitiu que os estudantes levassem o Equador para suas telas.

“Obrigado novamente aos alunos por compartilharem conosco suas ideias e por levarem o Equador, com tanta beleza, ao ateliê”, declarou.

Relações internacionais próximas da população
O chefe do gabinete de assuntos internacionais de Goiás, Giordano de Souza, também participou da cerimônia. Em sua fala, ressaltou que a relação formal entre as instituições deu lugar a uma amizade com o embaixador equatoriano.

A confraternização complementou a programação artística e permitiu que os participantes conhecessem elementos da culinária equatoriana. A entrega dos certificados, o reconhecimento dos estudantes selecionados, o presente oferecido ao chefe do gabinete e a recepção aos convidados marcaram a cerimônia.

“Na verdade, a gente trata formalmente, mas Carlos se tornou um amigo, se tornou uma pessoa com quem, aonde a gente vai, a gente fica horas conversando”, afirmou.

Giordano elogiou o trabalho das equipes da embaixada e destacou a parceria mantida com os representantes equatorianos e com os órgãos responsáveis pela organização do evento. Ele agradeceu o incentivo às iniciativas da embaixada e afirmou que se sente satisfeito quando pode contribuir para sua realização.

Todos os alunos participantes receberam um certificado da Embaixada do Equador. Além disso, três estudantes de cada categoria foram selecionados e receberam presentes da embaixada por terem se destacado na exposição.

Segundo o chefe do gabinete, a cooperação internacional precisa alcançar diretamente a população. Para ele, atividades culturais não devem ocorrer apenas quando os governos tratam de temas considerados mais importantes, mas também precisam chegar às comunidades, às escolas e aos estudantes.

“É importante que chegue à população. A arte, a cultura, a música, tudo aquilo que a gente acha que não é importante é o que mais impacta a atuação no dia a dia das pessoas”, disse.

Giordano afirmou que o projeto envolveu crianças e jovens de escolas importantes para Goiás e parabenizou os estudantes pelo empenho. Na avaliação dele, a iniciativa mostra como a cultura pode produzir efeitos duradouros na formação dos alunos.

Possibilidade de intercâmbio no Equador
Durante a fala, Giordano de Souza também mencionou programas do governo de Goiás voltados à educação, ao intercâmbio e à oferta de bolsas de estudo no exterior. Ele citou o governador Daniel Vilela e afirmou que o governo estadual tem interesse em apoiar oportunidades para que jovens goianos estudem fora do país.

O chefe do gabinete incentivou os estudantes a manterem boas notas, especialmente em inglês e espanhol, para que possam participar de futuros programas de intercâmbio. Ao perguntar aos alunos qual idioma é falado no Equador, recebeu a resposta de que o país tem o espanhol como língua oficial.

“Quem sabe a gente vai conseguir levar estudantes para estudar, pelo menos um mês, espanhol lá no Equador”, declarou.

Para Giordano, uma experiência desse tipo permitiria que os estudantes conhecessem diretamente a cultura, a geografia e os costumes equatorianos. Ele também perguntou aos alunos quem já havia visto o Equador no globo terrestre e aproveitou a interação para explicar o significado da linha do Equador.

Ao conversar com as crianças, explicou que a linha é uma referência imaginária utilizada para marcar a latitude zero do planeta. A atividade transformou a cerimônia em um momento de aprendizado sobre geografia e incentivou os estudantes a relacionarem as pinturas ao conhecimento adquirido durante o projeto.

Para participar da cerimônia, os estudantes viajaram de ônibus até Brasília. Muitos deles nunca haviam conhecido a capital do Brasil, apesar de viverem em municípios goianos próximos ao Distrito Federal. A visita representou uma oportunidade de conhecer a cidade, a embaixada e uma experiência de intercâmbio cultural.

 

Crianças e jovens apresentam as obras
Giordano convidou os alunos a apresentarem suas pinturas. Entre eles estava Miguel, que explicou ao público o trabalho produzido para a exposição. O chefe de gabinete parabenizou o estudante e valorizou sua disposição para falar sobre a própria obra.

Os jovens também foram chamados a contar como foi a experiência de aprender sobre o Equador e transferir esse conhecimento para a tela. Uma das estudantes relatou que aquela havia sido sua primeira oportunidade de pintar em um quadro.

A aluna afirmou que, embora nunca tivesse visitado o Equador, conseguiu conhecer o país por meio de pesquisas. O trabalho despertou nela o interesse pela cultura, pelos povos, pelos animais e pela natureza equatoriana.

A diplomata Ana Díaz dirigiu a cerimônia de abertura da exposição na embaixada equatoriana, em Brasília. Díaz conheceu as escolas antes da exposição e apresentou palestras sobre a cultura equatoriana.

Segundo a estudante, a experiência ampliou sua visão de mundo e mostrou que lugares ainda não visitados também podem ser conhecidos por meio do estudo e da pesquisa.

Outro aluno, Luiz Fernando Carvalho Silva, apresentou uma obra que representa os quatro mundos do Equador: as Ilhas Galápagos, a Costa, a Serra e a Amazônia. A pintura reúne elementos da fauna, da vegetação, da cultura e dos povos de cada região.

Luiz Fernando destacou as iguanas marinhas e as tartarugas gigantes de Galápagos. Também mencionou seu interesse pela viagem de Charles Darwin ao arquipélago e pela contribuição da experiência para os estudos sobre a evolução.

O estudante ainda incluiu referências à vegetação e a produtos agrícolas importantes para o Equador. A obra foi apresentada como uma interpretação visual da diversidade geográfica do país.

Premiação não diminui valor dos demais trabalhos

Todos os alunos participantes receberam um certificado da Embaixada do Equador. Além disso, três estudantes de cada categoria foram selecionados e receberam presentes da embaixada por terem se destacado na exposição.

Ao comentar a seleção, Giordano fez questão de explicar aos estudantes que a premiação não significa que os trabalhos não escolhidos tenham menos valor. Segundo ele, a avaliação ocorreu por diferenças muito pequenas entre as notas, em alguns casos de apenas um décimo.

“O que ganhou aqui não significa que é o mais bonito ou que o desenho que você fez não é bom”, afirmou.

O chefe do gabinete ressaltou que cada obra representa uma interpretação pessoal. Para ele, o trabalho de um artista não deve ser avaliado apenas pela classificação, mas também pela capacidade de buscar uma inspiração, aprender sobre determinado tema e transformá-lo em uma criação própria.

Giordano afirmou que todos os alunos se esforçaram, dedicaram tempo ao projeto, escolheram cores, misturaram tintas, corrigiram linhas, fizeram novas tentativas e assinaram as obras. Por isso, destacou que todos mereciam reconhecimento.

“Parabéns para vocês pelo talento e pelo esforço”, disse.

O representante também incentivou os estudantes que não foram premiados a não desistirem da produção artística. Segundo ele, a ausência de um prêmio não significa falta de talento ou de qualidade.

“Se vocês gostam de pintar, pintem, pintem, pintem. Desenhem, expressem a arte”, afirmou.

Giordano reforçou que não existe apenas uma maneira correta de pintar ou desenhar. Para ele, cada aluno deve desenvolver sua própria forma de expressão e continuar produzindo mesmo quando não se considera tecnicamente preparado.

“Não é porque você acha que não sabe pintar que não deve fazer. Se você é feliz fazendo do seu jeito, faça do seu jeito”, declarou.

Presente e confraternização

Durante a cerimônia, Giordano de Souza recebeu de presente um chapéu de palha de toquilla produzido no Equador. O objeto foi entregue como símbolo da aproximação entre Goiás e o país equatoriano e do intercâmbio cultural promovido pela exposição.

Após a abertura, foram oferecidos almoço e lanche aos estudantes, professores e autoridades presentes. Entre os pratos servidos estava o ceviche, preparação típica do Equador, que apresentou aos convidados um aspecto adicional da cultura do país.

Após a abertura, foram oferecidos almoço e lanche aos estudantes, professores e autoridades presentes. Entre os pratos servidos estava o ceviche, preparação típica do Equador, que apresentou aos convidados um aspecto adicional da cultura do país.

A confraternização complementou a programação artística e permitiu que os participantes conhecessem elementos da culinária equatoriana. A entrega dos certificados, o reconhecimento dos estudantes selecionados, o presente oferecido ao chefe do gabinete e a recepção aos convidados marcaram a cerimônia.

A exposição “Arte e amizade: o Equador sob o olhar do Brasil” reforçou o papel da diplomacia cultural na aproximação entre os dois países. Por meio da pesquisa, da pintura e do contato direto com a embaixada, os alunos conheceram aspectos do Equador e transformaram esse aprendizado em obras de arte.

A exposição “Arte e amizade: o Equador sob o olhar do Brasil” reforçou o papel da diplomacia cultural na aproximação entre os dois países. Por meio da pesquisa, da pintura e do contato direto com a embaixada, os alunos conheceram aspectos do Equador e transformaram esse aprendizado em obras de arte.

Para Giordano de Souza, a experiência pode acompanhar os estudantes por muitos anos. Ao conhecerem referências como a Avenida dos Vulcões, as Ilhas Galápagos e a Amazônia equatoriana, os alunos passaram a alimentar o desejo de conhecer o país e ampliar seus horizontes.

A iniciativa demonstrou que a cooperação entre Goiás e o Equador pode começar na escola, alcançar a arte e abrir caminho para novas experiências educacionais e de intercâmbio.

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