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Equador celebra 217 anos do Primeiro Grito de Independência com diplomacia, música e sabores em Brasília

Por Claudia Godoy 


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A Embaixada do Equador no Brasil celebrou os 217 anos do Primeiro Grito de Independência, proclamado em Quito em 10 de agosto de 1809, com uma noite que reuniu diplomacia, música e gastronomia no Teatro Nacional Claudio Santoro. Realizado em 13 de agosto, o evento contou com a presença de autoridades brasileiras, representantes do corpo diplomático, integrantes da comunidade equatoriana, jornalistas e convidados.

A solenidade foi marcada por um concerto de gala da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro David Harutyunyan, diretor musical da Orquestra Sinfônica Nacional do Equador, e com a participação do violinista e spalla Santy Abril. Fotos: Claudia Godoy

A solenidade foi marcada por um concerto de gala da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob a regência do maestro David Harutyunyan, diretor musical da Orquestra Sinfônica Nacional do Equador, e com a participação do violinista e spalla Santy Abril. A apresentação, organizada em parceria com o Governo do Distrito Federal, transformou a música em elemento central da celebração e em símbolo da aproximação entre os dois países.

Na abertura, o embaixador do Equador no Brasil, Carlos Alberto Velástegui, ressaltou que a data nacional ultrapassa a evocação de um episódio histórico e reafirma valores que orientam o país. Segundo o diplomata, celebrar o Equador significa honrar a história, a soberania e a identidade de seu povo, convertendo a memória em força para o futuro.

Na abertura, o embaixador do Equador no Brasil, Carlos Alberto Velástegui, ressaltou que a data nacional ultrapassa a evocação de um episódio histórico e reafirma valores que orientam o país. Segundo o diplomata, celebrar o Equador significa honrar a história, a soberania e a identidade de seu povo, convertendo a memória em força para o futuro.

“Hoje, esta celebração simboliza um ponto de convergência, onde o orgulho pelas nossas raízes equatorianas se renova e os laços de fraternidade com o mundo se fortalecem”, declarou Velástegui.

O embaixador associou a comemoração à defesa da democracia, da paz, da liberdade, do desenvolvimento e da justiça social. Também definiu a música como uma linguagem universal capaz de criar pontes entre nações e afirmou que o concerto representava, precisamente, a fraternidade que une Equador e Brasil.

Itamaraty destaca retomada do diálogo bilateral

Representando o governo brasileiro, o embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, diretor do Departamento de América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que Brasil e Equador atravessam um momento positivo, refletido na maior frequência dos contatos entre presidentes, chanceleres e equipes técnicas. O cargo do diplomata está vinculado à Secretaria de América Latina e Caribe do Itamaraty.

Galvão de Queiroz destacou a visita oficial do presidente equatoriano Daniel Noboa a Brasília, em 18 de agosto de 2025. O encontro encerrou um intervalo de quase 18 anos sem a visita de um chefe de Estado do Equador ao Brasil e foi apresentado pelos dois governos como um marco para a retomada das relações políticas, comerciais, culturais e tecnológicas.

A experiência cultural estendeu-se à gastronomia. Os convidados puderam provar ceviches de camarão e de peixes, além do reconhecido chocolate equatoriano. Os sabores apresentados complementaram a narrativa sobre a diversidade do país e deram à recepção uma dimensão sensorial, aproximando o público de tradições associadas ao litoral, à pesca e à história do cacau no Equador.

“A visita do presidente Daniel Noboa a Brasília foi a primeira visita oficial de um chefe de Estado equatoriano ao Brasil em quase duas décadas e evidenciou a vontade compartilhada dos dois governos de dar novo impulso ao diálogo bilateral no mais alto nível”, afirmou o representante do Itamaraty.

O diretor lembrou ainda a visita de trabalho do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Quito, em 30 de janeiro de 2026, e os encontros mantidos com autoridades equatorianas. Para ele, essa sequência demonstra que o diálogo passou a ser “frequente, direto e orientado para o acompanhamento concreto da agenda bilateral”.

Em seu discurso, Carlos Alberto Velástegui conduziu os convidados por um percurso simbólico pelo território equatoriano. O embaixador apresentou o país como uma convergência de “quatro mundos”: a Amazônia, a região andina, o litoral do Pacífico e as Ilhas Galápagos.

Entre os avanços mencionados estão o crescimento e a diversificação do comércio, a ampliação da conectividade sul-americana, a cooperação técnica — especialmente no setor agrícola — e o fortalecimento da segurança pública. Galvão de Queiroz chamou atenção para a instalação das adidâncias policiais dos dois países, medida destinada a ampliar a troca de informações e a cooperação no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

O diplomata brasileiro também ressaltou a capacidade de governos com orientações políticas distintas trabalharem de forma pragmática em favor do desenvolvimento econômico e da justiça social. Nesse contexto, citou a contribuição do Equador ao Consenso de Brasília e o trabalho conjunto na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). O Equador deverá sediar, em 2027, a próxima cúpula de presidentes dos países amazônicos, além de assumir futuramente a Secretaria-Geral da organização.

O embaixador associou a comemoração à defesa da democracia, da paz, da liberdade, do desenvolvimento e da justiça social. Também definiu a música como uma linguagem universal capaz de criar pontes entre nações e afirmou que o concerto representava, precisamente, a fraternidade que une Equador e Brasil.

Um país apresentado em quatro mundos

Em seu discurso, Carlos Alberto Velástegui conduziu os convidados por um percurso simbólico pelo território equatoriano. O embaixador apresentou o país como uma convergência de “quatro mundos”: a Amazônia, a região andina, o litoral do Pacífico e as Ilhas Galápagos.

Ao descrever essas regiões, mencionou a biodiversidade do Parque Nacional Yasuní, a tradição ancestral do cacau na Amazônia equatoriana, o vulcão Chimborazo, o patrimônio histórico de Quito e a singularidade ambiental de Galápagos. O objetivo, segundo o diplomata, era mostrar como a diversidade natural e cultural integra a identidade do Equador e cria pontos de aproximação com o Brasil.

Na abertura, o embaixador do Equador no Brasil, Carlos Alberto Velástegui, ressaltou que a data nacional ultrapassa a evocação de um episódio histórico e reafirma valores que orientam o país. Segundo o diplomata, celebrar o Equador significa honrar a história, a soberania e a identidade de seu povo, convertendo a memória em força para o futuro.

Velástegui afirmou que, embora Equador e Brasil não compartilhem fronteira terrestre, os dois países são unidos por vínculos profundos, pela condição de nações megadiversas e pelo compromisso com a cooperação amazônica. Ele classificou a agenda bilateral como “construtiva, madura e positiva” e destacou a convergência em áreas como desenvolvimento social, apoio à juventude, combate à pobreza e à fome, segurança e enfrentamento ao crime organizado.

Diplomacia também à mesa

A experiência cultural estendeu-se à gastronomia. Os convidados puderam provar ceviches de camarão e de peixes, além do reconhecido chocolate equatoriano. Os sabores apresentados complementaram a narrativa sobre a diversidade do país e deram à recepção uma dimensão sensorial, aproximando o público de tradições associadas ao litoral, à pesca e à história do cacau no Equador.

Ao reunir repertório sinfônico e culinária típica em uma mesma noite, a celebração apresentou a cultura como instrumento de diplomacia pública. O concerto ofereceu a linguagem comum da música, enquanto a gastronomia levou à mesa referências da identidade equatoriana, em um ambiente de convivência entre diplomatas, comunidade, imprensa e convidados.

Prestes a completar cinco anos de residência no Brasil, Velástegui encerrou sua fala em tom pessoal. O embaixador afirmou que levará consigo a música, a dança, o olhar otimista e, sobretudo, a amizade e a solidariedade recebidas por ele e sua família no país.

“Brasília não é apenas um destino diplomático. É um lar”, declarou.

A cerimônia terminou com uma mensagem compartilhada de continuidade. De um lado, o Equador reafirmou sua identidade, sua diversidade e sua disposição de estreitar laços; de outro, o Itamaraty reiterou o interesse brasileiro em ampliar o comércio, a cooperação técnica, a segurança, a integração regional e a parceria amazônica. Em Brasília, a data nacional equatoriana converteu-se, assim, em uma celebração da memória e em uma declaração de confiança no futuro das relações bilaterais.

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