Por: Claudia Godoy
A embaixada do Paquistão voltou a denunciar, nesta segunda-feira (2), violações de direitos humanos da Índia na Caxemira (mapa abaixo) inclusive com a política de mudança na demografia da região com o objetivo de influenciar um futuro plebiscito que determinaria o estatus da região. “A Índia tenta alterar a demografia da região levando pessoas não-muçulmanas para a Caxemira”, disse o conselheiro paquistanês, Azeem Ullah Cheema, acrescentando que o Paquistão quer a paz e a solução do conflito na Caxemira de acordo com as resoluções da ONU.
Jornalistas (Claudia Godoy, no centro) participaram de almoço promovido pela embaixada do Paquistão, em Brasília. Estavam presentes o conselheiro da embaixada paquistanesa, Azeem Ullah Cheema (à direita), e o adido de Defesa, Mohammed Ahsan (de máscara preta). Foto: Lara Chavantes (embaixada do Paquistão).
A Caxemira é de maioria muçulmana e a Índia hindu, com o fim do Grande Império Britânico ficou definido que os territórios de maioria muçulmana pertenceriam ao Paquistão e os de maioria hindu à Índia.
O próximo dia 5 de agosto marca os dois anos da perda total de autonomia da região, com a revogação, por parte do governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, de artigos da Constituição indiana que previam certos direitos aos caxemires. Desde então, intensificou-se a tensão na área e a repressão indiana contra a população civil da Caxemira.
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